
Cumprindo decisão soberana da Assembléia Geral dos Servidores da Educação Básica, os professores da rede municipal de Barreiras decidiram entrar em greve na manhã desta segunda-feira, 14.
Maria do Carmo Gomes Ferraz, secretária de Educação de Barreiras, em entrevista concedida a imprensa comentou que a greve deve ser o último instrumento da categoria e que só deve ocorrer depois de esgotado todo o processo de negociação.
Segundo Maria do Carmo, a greve é injusta, já que desde o ano de 2009 os professores da rede municipal de ensino recebem piso salarial acima do estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC). “Considerando a postura da atual gestão na valorização do magistério, em 2009 reajustamos o salário dos professores em 20,2% e em 2010 15,94%. Hoje os professores municipais recebem um piso salarial de R$ 1.323,00, sendo que o que se discute no Ministério da Educação é que os municípios paguem retroativo a janeiro, um piso de R$ 1.187,97. Portanto, estamos pagando acima do que o MEC orienta”, disse a secretária de educação.
Para Maria do Carmo, esse aumento, superior ao piso nacional sugerido pelo MEC, impactou as finanças do município. “Como o município já está pagando um piso acima do nacional, esse aumento do repasse do Fundeb será utilizado naquilo que falta e que é um dos motivos da greve, que é melhores condições de trabalho, com aquisição de equipamento e melhoria na infraestrutura das unidades de ensino”, argumentou Gomes Ferraz, enfatizando que será necessário esperar até o último dia de abril, quando será aprovado pelo MEC o novo piso salarial, que deverá girar em torno de R$ 1.187,00, para aplicar nas escolas municipais o excedente recebido por Barreiras.
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