quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Operação contra jogo do bicho tem dois PMs entre os mais de 30 presos


Dois policiais militares estão entre os mais de 30 presos nesta quinta-feira (15) durante a operação "Dedo de Deus" realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público (MP-RJ) para prender suspeitos de envolvimento com o jogo do bicho no Rio e em outros três estados. A informação foi confirmada pela chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, durante coletiva nesta manhã. Ainda segundo ela, até as 11h30 a operação tem 37 presos, sendo 33 por mandados e outros quatro em flagrante. Um guarda municipal de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, também está entre os presos, e um policial civil ainda está foragido, segundo Martha Rocha.

A operação foi iniciada logo cedo, com agentes descendo de rapel do helicóptero da Polícia Civil em uma cobertura que seria de um contraventor, na Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. No apartamento tríplex, o luxo está por toda parte, com jardins suspensos, piscina e até cascata. O símbolo da escola de samba Beija-Flor decora o azulejo no piso da piscina, além de paredes no interior do apartamento.

Os policiais também fizeram uma varredura no barracão da Beija-Flor, na Cidade do Samba, Zona Portuária. E em Teresópolis, na Região Serrana, as buscas ocorreram num hotel fazenda que seria de propriedade de um ex-prefeito do município, que também foi preso durante a operação.

Apreensão do jogo do bicho (Foto: Thamine Leta/G1)

A investigação começou em Teresópolis, após denúncias que davam conta de que comerciantes estavam sendo coagidos a implantar jogo do bicho nos seus estabelecimentos legalizados. Segundo as denúncias, policiais civis atuavam na coação desses comerciantes, além de passar informações para os contraventores sobre operações policiais.

A Polícia Civil informou também que os contraventores alteravam o resultado das apostas. Quando a quadrilha sabia que muitos apostadores jogariam em um único número fazia com que esse número não fosse sorteado, segundo a polícia.

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