O governador Sérgio Cabral visitou, nesta terça-feira, a região serrana, área mais castigada pelas chuvas que assolam todo o Estado do Rio de Janeiro. Ele se defendeu das acusações feitas por diversos setores da sociedade, de que os governos municipal e estadual não teriam agido para evitar novas tragédias como a que ocorreu em janeiro de 2011. "A demanda é muito grande. Ainda temos uma gigantesca tarefa pela frente e essa recuperação não se conclui em um ano", disse.
Segundo o governador, as medidas da sua gestão já começaram a salvar vidas nesse verão. "O que evitou a morte de pessoas dessa vez foi exatamente o funcionamento de alarmes e treinamentos, foi um ganho muito importante. Procuramos terrenos seguros, que depois precisam passar por uma avaliação técnica que nos permitisse fazer as obras necessárias", afirmou, respondendo a alegação sobre a demora na construção de novas moradias para os desabrigados.
Tragédia na região serrana
As fortes chuvas que atingiram a região serrana do Rio de Janeiro nos dias 11 e 12 de janeiro de 2011 provocaram enchentes, deslizamentos de terra e mataram oficialmente 905 pessoas. Mais de 300 foram consideradas desaparecidas. As cidades mais atingidas pelos temporais foram Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto. De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), chuvas com tal intensidade ¿ algumas estações registraram quase 300 mm de precipitação em 24 horas - têm probabilidade de acontecer apenas a cada 350 anos.
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