A suspeita de que traficantes de crianças vêm
atuando na Bahia há algum tempo motivou o Ministério Público Estadual
(MP) a iniciar investigação para apurar a ação dessas quadrilhas. O
inquérito criminal, segundo o promotor de Justiça Luciano Taques
Ghignone, foi instaurado no último dia 26 de setembro.
No último domingo (4), o Fantástico denunciou o caso
de um juiz do município de Monte Santo, no sertão baiano, que autorizou
que cinco crianças de uma mesma família de lavradores fossem retiradas
dos pais e entregues a quatro casais de São Paulo.
“A apuração do suposto tráfico de crianças envolve
outras situações que podem ou não ter conexão com os processos
relativos às cinco crianças de Monte Santo - nos quais o Ministério
Público também identificou algumas irregularidades formais - mas que não
podem ser confundidos”, informou o promotor à Agência Brasil.
Luciano Taques explicou que as denúncias sobre a
existência de uma quadrilha no estado foram apresentadas à Procuradoria
de Justiça Criminal, em Salvador, ainda no primeiro semestre deste ano e
repassadas à promotoria de Monte Santo e Euclides da Cunha, para a qual
Taques foi designado em setembro. “Já ouvimos alguns depoimentos, mas
ainda não chegamos à metade da apuração.
Segundo algumas pessoas que já depuseram, algumas
situações que aconteceram principalmente em Monte Santo precisam ser
apuradas e é exatamente o que estamos fazendo”, acrescentou. Apesar da
divulgação nacional do caso, Taques disse que o juiz que autorizou a
retirada das cinco crianças do convívio familiar, Vitor Xavier Bizerra,
não é, até o momento, alvo da investigação, por não ter sido citado por
nenhum dos depoentes já ouvidos.

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