quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

BOMBA! Falta de larvicida na Dires paralisa o trabalho de combate à dengue



Como se não bastassem as condições climáticas propícias para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, principal vetor de transmissão da dengue, o combate à doença está comprometido em Itabuna pela falta de larvicida. O problema preocupa seriamente o secretário da Saúde, Antônio Vieira, que esteve reunido com assessores e técnicos para tentar uma solução junto à Sesab e ao Ministério da Saúde. Também o Ministério Público foi informado oficialmente do problema, que pode comprometer a execução do sexto ciclo do programa anual de combate à dengue, em função da carência de 16 mil quilos de larvicida, o que paralisou o trabalho de campo para  90% dos agentes de endemias, que deixam de visitar uma média de 3 mil imóveis por dia.

Hoje, segundo o diretor do Departamento de Vigilância à Saúde, Florentino Souza Filho, cerca de 180 agentes estão com atividades paralisadas, ficando os 60 restantes, inclusive supervisores e pessoal da apoio operacional, ocupado na colocação de capas nos bairros de Maria Pinheiro, que tem uma infestação predial de 20,28%; do Daniel Gomes, com 13,20% e o Pedro Jerônimo, com 12,26%. “Também recebemos 100 caixas, remanejadas de Vitória da Conquista, com um total de 2 mil quilos de larvicida para completar o ciclo anterior e estamos agora simplesmente com os estoques zerados”.

Nas correspondências encaminhadas ao diretor da 7a Dires, João Marcos Lima; ao promotor Clodoaldo Anunciação e a Agnaldo Orrico, do Ministério da Saúde,  é informado que o trabalho de campo dos agentes de saúde está seriamente prejudicado no sexto ciclo, iniciado em 1º de dezembro, face à falta do produto Tamefós a 1%, cujo fornecimento é de responsabilidade da Dires, culminando com o desabastecimento total durante esta semana.

Informa ainda que para evitar a paralisação total das atividades dos agentes, as equipes estão sendo deslocadas para a colocação de telas de proteção nos tanques em caixas de água em bairros considerados de risco, mas sem o prévio tratamento em função da falta do larvicida.

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