
A Polícia Civil do Rio de Janeiro está tentando confirmar a identidade do travesti conhecido como Taira, assassinado no último sábado pelo estudante de Direito e lutador de jiu-jítsu Leonardo Loeser de Oliveira. Segundo o jornal carioca Extra, Taira, que seria de Itabuna, no sudoeste da Bahia, trabalhava há cerca de três meses na Lapa.
Segundo amigos do travesti, a mãe de Taira, que estaria em São Paulo, viaja ainda hoje para o Rio, acompanhada de um tio da vítima, para reconhecer o corpo.
A delegada adjunta da Divisão de Homicídios, Tatiana Queiroz, disse que o suspeito deu três diferentes versões para os arranhões no antebraço e diz não saber como o corpo foi parar na residência. Chamados por vizinhos, os policiais chegaram no momento em que Leonardo tentava queimar o corpo do travesti. Ele foi preso em flagrante.
“Primeiro ele diz que tinha brigado com um amigo, depois fala que foi lutando jiu-jitsu, por último, conta que se machucou capinando o quintal. O amigo nega a versão de Leonardo e diz que o suspeito mantinha relações com outro travesti da região”, relatou a delegada. Ainda segundo Tatiana, a polícia foi a casa do outro travesti e constatou que ele está vivo.
“Acreditamos que Leonardo conheceu sua vítima na Lapa, na noite de sábado. Estamos investigando se ouve ameaça ou extorsão por parte do travesti”, explicou.
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