Apoiadores do ditador Hosni Mubarak abriram fogo contra opositores do regime e mataram ao menos cinco na madrugada desta quinta-feira na praça Tahrir, no centro do Cairo. O governo negou envolvimento na violência, apesar das acusações de que há policiais a paisana entre os manifestantes pró-governo. As vítimas elevam para dez o saldo de mortos, além de mais de 1.500 feridos em Tahrir.
O porta-voz do governo, Magdy Rady, disse que culpar o governo é "ficção".
"Isto [violência] derrotaria nosso esforço para restaurar a calma", disse Rady, acrescentando que o governo ficou surpreso com o nível de violência entre os civis nas últimas 24 horas. A praça Tahrir, epicentro dos protestos pela queda de Mubarak, se transformou em um campo de batalha, com pedras, paus e sangue para todos os lados.
Ele disse ainda que o governo vai investigar e identificar quem está por trás da violência. A TV estatal afirma que o novo primeiro-ministro Ahmed Shafiq também disse que investigará o ocorrido.
Os disparos foram provenientes da Ponte de Outubro, onde se localizam os partidários pró-Mubarak e também deixaram dezenas de pessoas feridas. Segundo as agências de notícias, os tiros começaram a ser escutados na praça Tahrir por volta das 4h (0h de Brasília) e seguiram até o amanhecer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário