
Enfrentando os dias mais quentes do ano no país, muitos consumidores apelam para os ventiladores de mesa para se refrescar. De acordo com a ProTeste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), porém, é preciso ficar atento para os riscos desses aparelhos. Testes realizados pela entidade com cinco marcas comercializadas no Brasil (Arno, Britânia, Faet, Mallory e Mondial) mostram que os aparelhos podem pegar fogo. "Só o modelo da Arno teve resultado aceitável, mas ainda assim para uso supervisionado. Ou seja, não dá para dormir à noite com ele ligado, porque, se houver um curto-circuito, o aparelho pode pegar fogo sem que se perceba", afirma a ProTeste.
A ProTeste testou as peças que sustentam as conexões condutoras de correntes simulando um curto-circuito e, em todos os ventiladores, elas pegaram fogo. Apenas nos modelos da Arno e da Britânia a proteção dessas peças foi suficiente para que o fogo não se espalhasse por todo o aparelho, o que poderia gerar um incêndio. A entidade ressalta ainda que, além do risco de incêndio, os ventiladores testados também possibilitam acesso à chamado "parte viva" do aparelho, pelas quais passa a energia, o que poderia causar choques na instalação, montagem e utilização do aparelho. Apenas a Arno (marca melhor avaliada na pesquisa) não apresentou o problema.
O ventilador da Faet apresentou mais um problema: com grades muito abertas, o acesso às hélices do aparelho é facilitado, podendo gerar acidentes. Por último, a ProTeste testou a qualidade dos aparelhos e constatou que apenas o ventilador da Arno teve bom desempenho nas três velocidades oferecidas. Os aparelhos testados foram: Arno Turbo Silêncio 30, Britância Protect Turbo 30, Faet Super 30, Mallory Security Black e Mondial Premium NV-31.
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