terça-feira, 4 de outubro de 2011

Oscar Maroni pega 11 anos por favorecer prostituição em SP


A Justiça de São Paulo condenou na última sexta-feira Oscar Maroni Filho, dono da boate Bahamas e de um hotel na região de Moema, zona sul da capital paulista, a 11 e oito meses de prisão pelos crimes de favorecimento à prostituição e manutenção de local destinado a encontros libidinosos. Conforme a decisão da Justiça divulgada nesta segunda, na boate trabalhavam garotas de programa e os encontros eram realizados nas suítes disponibilizadas no próprio estabelecimento, que fazia deles sua principal atividade econômica. Ele poderá recorrer da sentença em liberdade.

Segundo a denúncia, as mulheres eram atraídas com a promessa de lucro e recebiam R$ 300 pelo programa, sendo fiscalizadas para que ficassem o menor tempo possível com os clientes. A jornada diária era de oito horas. Maroni também foi acusado de promover o concurso "Miss Garota de Programa", cuja vencedora ganhava uma viagem para Las Vegas (EUA). Além do empresário, outras cinco pessoas foram denunciadas por formação de quadrilha, tráfico interno de pessoas, manutenção de local destinado a encontros libidinosos e favorecimento à prostituição.

A decisão judicial absolveu os outros de participarem do esquema por não haver provas suficientes para a condenação. De acordo com a sentença, "durante décadas Oscar Maroni Filho fez da exploração da prostituição alheia a fonte de sua fortuna, transformando-a em negócio que gerava R$ 1 milhão por mês, incontroversamente. Iniciando com uma casa de massagens, logo teve várias delas, e dali para o Bahamas, prosseguiu empregando toda sua energia no aprimoramento, divulgação, seleção e ampliação de seu 'prostíbulo-balneário', passando, por fim, ao incentivo do meretrício 'virtual', tornando-se proprietário de quase uma quadra das regiões nobres da capital, onde erigiu um prédio de 11 andares com ligação subterrânea para as instalações de seu prostíbulo".

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