
As recentes denúncias sobre o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, acabaram "ignoradas" por Josep Blatter, em Tóquio, no Japão. Neste sábado, na última entrevista deste ano, o principal dirigente do futebol mundial voltou a afirmar que o dossiê sobre a ISL será aberto normalmente. Entretanto, ao ser questionado diretamente sobre as críticas ao mandatário da entidade brasileira, o suíço não se alongou e disse "veremos".
"Eu tenho uma visão simples sobre isso. O Teixeira pediu uma licença até o final de janeiro e não estará ativo no Comitê Executivo da Fifa até lá. Aí depois falaremos sobre isso", afirmou o presidente da Fifa, se esquivando de qualquer responsabilidade sobre as denúncias ao dirigente da Confederação Brasileira de Futebol.
Blatter alegou "obstáculos jurídicos" para não entrar em detalhes sobre a denúncia contra o caso ISL (empresa de marketing possível acusada de pagar propina a alguns membros da Fifa). O próprio presidente havia anunciado no último dia 6 de que não apresentaria neste dia 17 os documentos que poderiam envolver Ricardo Teixeira diretamente. Segundo acusações, o dirigente da CBF recebera dinheiro da empresa de marketing durante os anos 1990.
Apesar de se esquivar de qualquer julgamento, Blatter afirmou que o dossiê sobre a investigação criminal que envolve a falência da empresa de marketing esportivo, episódio que supostamente envolve Ricardo Teixeira, será aberto em janeiro, data na qual, enfim, o presidente deverá tomar uma posição sobre as denúncias contra o mandatário da CBF.
"O Comitê Executivo decidiu que esse dossiê será aberto. É um documento complexo e que envolve muitas pessoas fora da Fifa, e dessas não poderemos falar. Buscaremos a transparência. O comitê realizará investigações para buscar a ordem", completou o principal dirigente do futebol mundial.
O presidente da Fifa procurou defender os membros do Comitê Executivo durante a entrevista deste sábado. Nomes como o do Issa Hayatou, presidente da Confederação Africana de Futebol, foram ressaltados por Blatter, que assegurou a continuidade do dirigente dentro da entidade máxima do futebol.
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