O prefeito Gilberto Kassab e o vice-governador Guilherme Afif Domingos fizeram as últimas alterações no estatuto do PSD (Partido Social Democrático), sigla que será criada por eles. O documento explicita o caráter liberal do partido, mas Kassab procura manter certa ambiguidade ideológica ao trazer o termo "social" para o nome da sigla.
O estatuto do PSD defende uma pauta liberal. Exalta o direito à propriedade privada e à segurança jurídica, por exemplo. O documento também prega a reforma política e apresenta o voto distrital como a melhor forma de o cidadão "acompanhar e fiscalizar a atuação dos políticos". Nesse modelo eleitoral, cada Estado é divido em pequenas regiões, chamadas de distritos. Cada uma delas elege um deputado, o mais votado. Juntos, os eleitos pelos distritos formariam as bancadas estaduais.
O novo partido será oficialmente apresentado a São Paulo na segunda-feira. O estatuto será lido em uma cerimônia na Assembleia Legislativa. A partir daí, Kassab e seus aliados darão início a uma série de formalidades. Para registrar o PSD, Kassab terá que apresentar cerca de 490 mil assinaturas favoráveis à nova agremiação --equivalente a 0,5% do número de eleitores do país.
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