
A apenas dez dias do início das competições de natação no Mundial de Esportes Aquáticos de Xangai (China), em 24 de julho, o campeão olímpico Cesar Cielo vive um momento de grande incerteza. Após ser pego no antidoping no Troféu Maria Lenk, realizado no Rio de Janeiro em maio, o nadador será julgado pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) no próximo dia 20 e corre sério risco de ficar fora da principal competição da temporada. Para o diretor-executivo da Fina (Federação Internacional de Natação), o romeno Cornel Marculescu, o velocista brasileiro é um dos astros do Mundial, mas a decisão da CAS será irredutível.
"Quero dizer que Cielo é um dos maiores nadadores que temos. Nós o respeitamos muito, e respeitamos a CBDA (Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos) por todos os esforços que ela faz para desenvolver o esporte no Brasil. Porém, foi considerado que a decisão do painel de doping da federação brasileira (de dar apenas uma advertência a Cielo e a outros três nadadores que testaram positivo para furosemida) não forneceu todas as informações necessárias. Não sei o que vai acontecer, a decisão está nas mãos do CAS, mas temos que respeitá-la seja ela qual for", afirmou.
Apesar de admitir que "não há um Mundial sem astros", Marculescu deixou no ar que é forte a possibilidade de o brasileiro ser suspenso e não participar do torneio. O dirigente ressaltou em vários momentos a preocupação da Fina por uma rigidez maior no combate ao doping durante a competição e finalizou "torcendo" para que nenhum incidente tire o brilho das conquistas dos atletas.
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