sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Ações do Creas-Medida ajudam na reintegração social de adolescentes

Pelo menos 90 por cento dos adolescentes que cumprem medidas sócio- educativas no Centro de Referência Especializado de Assistência Social - Creas-Medida do Projeto Grapiúna Cidadão, mantido pela Secretaria Municipal de Assistência Social, voltam a se reintegrar à família e à sociedade. A informação foi prestada pela coordenadora do Creas-Medida, Rosana Bandeira, durante audiência realizada nesta sexta-feira, 16, na Vara da Infância e da Juventude de Itabuna. A audiência é realizada trimestralmente e hoje foram avaliados 40 adolescentes em conflito com a lei envolvidos no projeto. 

A audiência foi presidida pelo juiz da Vara da Infância e Juventude, Marcos Bandeira, com a presença do promotor público Patrick Pires da Costa e do defensor público Washington Luis Pereira Andrade, além de familiares dos adolescentes. Só após a leitura do relatório elaborado pela equipe multidisciplinar do Creas-Medida e da conversa com a família e com cada adolescente individualmente, é que o magistrado sentencia se ele está pronto para a reintegração social ou se continua cumprindo medida sócio-educativa. O período de permanência do menor no programa varia de seis meses a três anos.    

Durante o período em que o adolescente cumpre a medida no Grapiúna Cidadão  participa de atividades sócio-educativas e de oficinas de arte e de informática, executadas por psicólogos, assistentes sociais e educadores. Rosana Bandeira informa que a equipe também trabalha a espiritualidade do adolescente, respeitando as religiões de cada um. “Trabalhamos com valores éticos universais como o amor, a solidariedade, o respeito às pessoas e a natureza. Acredito que essas ações tem feito um diferencial muito grande na vida dessas famílias assistidas”.  

O sucesso do programa pode ser medido a partir de declarações emocionadas dos próprios adolescentes e de seus familiares. G.P.S, (16 anos), que cumpriu medida sócio-educativa durante 11 meses, por exemplo, foi um dos que confirmaram o resultado positivo das ações do Creas-Medida. “Eu era muito agressivo e estava sempre pronto para a briga em casa ou na rua e não gostava de estudar. Eu mudei e me sinto melhor assim”.

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