O periódico afirma que a Seleção Brasileira percorreu o
mundo, disputando amistosos em países como Gabão, Hong Kong e Zimbábue,
cobrando pelo menos US$ 1 milhão (cerca de R$ 2,3 milhões) por jogo
realizado. Segundo pessoas envolvidas com o pagamento desses cachês, nem
todo o dinheiro que saía das federações estrangeiras, direitos de
imagem ou governos de outros países era enviado ao Brasil. O
destino eram contas nos EUA.
O esquema funcionava da seguinte forma: a partir de
cada jogo, eram repassados para a ISE (empresa com sede nas Ilhas Cayman
que negociava os amistosos da Seleção desde 2006) como lucros da
partida cerca de US$ 1,6 milhão (cerca de R$ 3,7 milhões). Desse total,
US$ 1,1 milhão (cerca de R$ 2,5 milhões) seguia de volta para a CBF como
pagamento pelo cachê. Mas o restante – cerca de US$ 500 mil (R$ 1,1
milhão) – não era contabilizado para a entidade.
Pelo contrato obtido pelo Estado de S. Paulo, US$ 450
mil (R$ 1 milhão) seriam encaminhados para contas nos EUA, em uma
empresa de propriedade de Rosell. No total, o contrato aponta que, por
24 jogos,o valor previsto para o pagamento seria de US$ 10,9 milhões
(cerca de R$ 25,3 milhões) para a empresa nos EUA. Dividido por 24
jogos, esse valor seria de US$ 450 mil.

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