O jornal O Estado de S. Paulo, que na última quinta-feira revelou um esquema de desvio de renda dos amistosos da Seleção Brasileira entre 2006 e 2012,
durante a gestão de Ricardo Teixeira na CBF, publicou nesta sexta
informações que levam a crer que a prática continua até hoje - e foi
inclusive ampliada pelo ex-dirigente. Pouco antes de sua saída, em março
do ano passado, Teixeira renovou por 10 anos o contrato com a ISE,
empresa que negocia os jogos da Seleção e envolvida no esquema. Segundo
documentos acessados pelo jornal, o novo contrato tem um valor inferior
em US$ 100 mil (R$ 230 mil) em relação ao anterior, mas o montante
desviado passou de US$ 450 mil por partida (R$ 1 milhão) para cerca de
US$ 800 mil (R$ 1,8 milhão).
Com os valores do contrato anterior,
o esquema funcionava da seguinte forma: a partir de cada jogo, eram
repassados para a ISE, empresa com sede nas Ilhas Cayman, como lucros da
partida, cerca de US$ 1,6 milhão (R$ 3,7 milhões). Desse total, US$ 1,1
milhão (cerca de R$ 2,5 milhões) seguia de volta para a CBF como
pagamento pelo cachê. Mas o restante – cerca de US$ 500 mil (R$ 1,1
milhão) – não era contabilizado para a entidade. Pelo contrato obtido
pelo Estado de S. Paulo, US$ 450 mil (R$ 1 milhão) por jogo seriam
encaminhados para contas nos EUA, em uma empresa de propriedade de
Sandro Rosell, atual presidente do Barcelona e amigo pessoal de
Teixeira. O ex-presidente da CBF, inclusive, voltou na última
quinta-feira ao Brasil para tratar de questões financeiras, segundo o
jornal.

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