Léo anunciou nesta quinta-feira que não atuará mais na
lateral esquerda. O jogador, 38 anos, afirmou ter consultado o ex-colega
de clube Elano, atualmente no Grêmio, para solidificar a decisão de
renunciar da camisa 3, abrindo espaço para Eugenio Mena e o jovem
Emerson Palmieri. O veterano disse que teve o aval da diretoria e da
comissão técnica para buscar reinício disputando vaga no meio de campo.
"Conversei só com o Elano, ele me apoiou", disse. "Hoje
tive uma reunião com o presidente, os diretores, com o Zinho e com o
Claudinei. Era uma coisa que já queria há muito tempo e tomei a decisão
com eles. Não vou mais jogar na lateral, era uma vontade minha ir para o
meio. Vou brigar pela posição, agora a lateral só se precisarem".
O ex-lateral disse se tratar de "uma decisão que estava
amadurecendo" e que se inspira em antigos jogadores da posição que
migraram para o meio para convencer o técnico Claudinei Oliveira.
"Tem o Júnior, o Leonardo, o Felipe, o Gilberto e o Zé
Roberto, que é a referência, o cara. Para vocês verem, eu com 38 anos
ainda estou na lateral", explicou o jogador, que garantiu ainda não ter
definido se atuará como volante ou mais avançado no setor.
"O Claudinei que vai definir, se tiver que entrar para
pegar, vou pegar, se for para criar o mesmo. A vida é formada por
decisões e essa decisão que tomei", argumentou.
Léo conta ter iniciado a carreira como meio-campista,
mas não correspondeu em uma das solitárias chances no meio, no empate
por 1 a 1 contra o Fluminense, na Vila Belmiro, em 6 de junho do último
ano. Na ocasião, foi testado como candidato a substituto de Paulo
Henrique Ganso para a primeira semifinal da Copa Libertadores, contra o
Corinthians.
O jogador é o mais vitorioso pós-era Pelé, com dois
campeonatos brasileiros, três paulistas, uma Copa do Brasil, uma
Libertadores e uma Recopa Sul-Americana.

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