sábado, 11 de setembro de 2010

"Casa Civil virou centro da maracutaia", ataca Serra


Em visita à Goiânia, o candidato à presidência da República, José Serra, disse que a Casa Civil tem sido um foco de problemas no Brasil. O tucano citou o caso do "mensalão" e acrescentou as recentes denúncias publicadas na última edição da revista Veja de que a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, sucessora da candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, teria atuado para viabilizar negócios nos Correios

"No caso do mensalão, na época do José Dirceu, o centro foi a Casa Civil. Depois, esteve Dilma e deixou lá o seu braço direito, uma pessoa muito próxima. E hoje, de novo, no centro de maracutaia é a Casa Civil", afirmou Serra, que estava acompanhado pelo tucano Marconi Perillo, candidato ao governo de Goiás, e pelo senador Demóstenes Torres (DEM).

Erenice Guerra, segundo a revista, teria atuado para viabilizar negócios nos Correios intermediados por uma empresa de consultoria de seu filho, Israel Guerra. Segundo a reportagem, Erenice teria se encontrado com o empresário Fábio Baracat, ex-sócio da MTA Linhas Aéreas, que atua com transporte de correspondências. A atual ministra nega os encontros fora de agenda oficial. Serra afirmou também que "tudo isso não pode ser encarado de maneira superficial". Ao se referir aos recentes escândalos, o tucano também classificou como gravíssima a prisão que aconteceu no Amapá. "É uma coligação, aliás, apoiada por Dilma", atacou. Para Serra, essas denúncias precisam ser apuradas e tem de haver punição: "e não deve haver cobertura, diversionismo ou ocultamento".

O candidato do PSDB vinha fazendo duros ataques ao comando da Receita Federal por estar, segundo ele, praticando "operação abafa" com intuito de acobertar o suposto envolvimento da candidatura petista com as quebras de sigilo de Verônica Serra, seu marido e outros tucanos.

Durante discurso, Serra proferiu uma série de críticas a sua adversária Dilma Rousseff e a comparou ao ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, apadrinhado de Paulo Maluf. "Não tenho padrinho nem patrocinador. Meu padrinho é Deus e o povo. Minha história é conhecida, eu não a tranquei no cofre. Eu não preciso que digam o que fiz ou que escondam os meus erros... sou um envolope aberto".

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