segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Indicadores sociais mostram Bahia entre a miséria e o desenvolvimento
Na linha de produção, os trabalhadores operam as máquinas que funcionam em três turnos. Estamos em Camaçari, cidade baiana de pujança industrial, cujo índice de emprego e renda é superior aos das cidades do ABC paulista.
Avançamos 631 km em oito horas de viagem e encontramos um cenário inverso. Estamos em Lamarão, município do semiárido baiano que ocupa o nada honroso posto de segundo município do Brasil com os piores indicadores sociais.
É lá que vive gente como Juliana dos Santos, 35 anos, numa casa de um cômodo e fogão de lenha. Ela, o marido e os cinco filhos sobrevivem com uma renda de R$ 134,00 mensais do programa Bolsa Família. Sem indústrias ou um comércio forte, os empregos que aparecem são no serviço público – quase sempre ocupados por pessoas de outras localidades.
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