sexta-feira, 18 de março de 2011

Itabuna acelera agenda técnica para retomada da gestão da saúde


Ao considerar que a retomada da gestão plena está acima das questões políticas, partidárias ou ideológicas, o secretário municipal de Saúde, Geraldo Magela, destacou que a questão é técnica e tem de ser tratada com bom senso. Ele assegura que será posta em prática uma agenda já definida, que vem sendo discutida com o Conselho Municipal de Saúde e segmentos da sociedade civil organizada.

Magela observa, ainda, um grande avanço nas discussões com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) e o Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems), “É uma questão que vem sendo debatida não apenas em Itabuna, como no âmbito estadual, uma vez que a cidade é um polo de macro e microrregião de atendimento na área da saúde”.

A ideia, segundo o secretário, é avançar na gestão plena. A discussão central está centrada na questão de como Itabuna pode ampliar as ações, melhorar o atendimento e a própria qualidade de serviços, tendo como referência a atenção básica e o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães.

O secretário acredita que, por questões técnicas, a gestão plena já deveria ter sido devolvida para o município de Itabuna há cerca de dois anos: “No momento, estamos implementando estratégias para a recuperação dos serviços, pois, tecnicamente e por justiça o município já tem o direito de resgatar a gestão dos serviços através de um processo democrático, transparente e consensual”, argumentou. Destaque Um fato de destaque no processo é que o próprio secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla, reconhece a importância de Itabuna, como polo regional de serviços.

Para Magela, o que não se justifica e não se sustenta é Itabuna não ter um comando único, porque funciona como uma central regional de serviços, mas não tem a gestão dos recursos e nem autonomia necessária. O secretário municipal acredita, também, que se Itabuna não tem direito à gestão plena, 90% dos municípios da Bahia também não o teriam, pois estão na mesma condição.

“Nós não queremos nenhum enfrentamento, mas um chamamento ao bom senso”, complementou Magela. No processo, será discutida a questão do comando único com o Conselho Municipal da Saúde no dia 24 e, no dia 25, haverá o debate

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