quinta-feira, 14 de julho de 2011

Policiais mataram 77 pessoas em Salvador e RMS de janeiro a junho


Cajazeiras XI, janeiro deste ano: um ex-recruta da Marinha é baleado e morre. Lauro de Freitas, fevereiro: dez pessoas morrem num tiroteio em uma chácara. Sussuarana, março: um suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas é morto durante tiroteio. Pero Vaz, março de 2010: sete jovens perdem a vida em meio a balas.

O que esses casos têm em comum? Não foram registrados como homicídios. São autos de resistência (AR), que se configuram quando policiais alegam que suspeitos resistiram a abordagens para justificar o uso da força e, muitas vezes, do fogo.

De janeiro a junho deste ano, 77 pessoas foram mortas assim em Salvador e Região Metropolitana (RMS). Somando os registros do interior, chega-se a 123 mortes em seis meses na Bahia, três a menos do que no mesmo período do ano passado.

A curva das mortes em autos de resistência na RMS é crescente. Em 2007, foram 17 casos, pulando para 33 e 44 nos anos seguintes, e chegando a 51 em 2010. Somente no primeiro semestre de 2011, ocorreram 32 óbitos.

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