
Há duas semanas, o coordenador de eventos Roberto Freire foi picado por uma abelha dentro de casa, no bairro de Itacaranha, no subúrbio ferroviário de Salvador. “Uma abelha só me deixou 24 horas com febre. Imagine se eu fosse atacado por dez, 20 ou cem abelhas.”
A colméia está no alto do pé de cajá, no quintal de dona Maria Raimunda. Moradora da rua Luis Lourenço, no bairro de Itacaranha há trinta anos, ela diz que é a primeira vez que as abelhas apareceram no local.
Para se prevenir, dona Maria Raimunda conta que a casa vive com portas e janelas fechadas. Segundo ela, atraídas pelas lâmpadas fluorescentes da varanda, centenas de abelhas morreram nas últimas duas semanas. Mas as outras milhares de abelhas que continuam no topo da árvore preocupam a moradora. “É muita preocupação, sabendo que elas quando picam as pessoas, as pessoas são hospitalizadas e às vezes até morrem.”
Na casa em frente a de dona Raimunda, o ataque de abelhas matou três cães. “Fizeram uma fogueira, botaram bastante palha seca, tudo que começou a fumaçar que elas se expandiram, né? foram embora”, conta o corretor Francisco Cardona, que mora no bairro.
Em janeiro deste ano, uma idosa de 83 anos morreu depois de ter sido atacada por um enxame de abelhas que invadiu a casa onde morava no bairro Politeama. No mesmo dia, o filho dela e outros vinte moradores da Travessa Falcão também foram picados.
Em caso de ataques, o Centro de Ações Anti Veneno (Ciave) orienta que a vítima cubra o corpo, principalmente, a cabeça com toalha, lençol e evitar movimentos rápidos, fazer barulho e não usar fumaça, que podem irritar as abelhas.
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