Essa quarta-feira foi o dia em que o governo federal provou pela primeira vez de uma derrota na Câmara dos Deputados. O revés aconteceu durante a votação da Medida Provisória 512, que concedia benefícios fiscais à indústria automotiva no Centro-Oeste, Nordeste e Norte do país.
À revelia do Palácio do Planalto, os deputados aprovaram a extensão do benefício ao Norte de Minas Gerais e prorrogaram o prazo para que as empresas interessadas nos incentivos fiscais apresentassem projetos de instalação de fábricas do setor.
As alterações na MP 512 foram incluídas no texto a pedido das bancadas de Minas Gerais e da Bahia.
Invicto até a votação, mesmo tendo passado por provas de fogo como as MPs do trem-bala e da Autoridade Olímpica Brasileira, além do reajuste do salário mínimo, o governo ainda tentou evitar a aprovação dos dois artigos, mas a articulação regional acabou por sobrepor a divisão entre governo e oposição.
"Nós queremos, sim, uma política de benefício e até de descentralização da indústria automotiva para o Nordeste, mas não queremos a exclusão das regiões mineiras, hoje contempladas com esses mesmos benefícios através das políticas pela Sudene", pediu o líder da minoria, Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG).
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