
A mãe e o padrasto suspeitoss de espancar até a morte uma criança de 2 anos serão indiciados por maus tratos, lesão corporal provocada contra descendente e omissão de socorro, segundo a delegacia de Santa Maria da Vitória, a 878 km de Salvador.
Segundo o delegado Leonardo Souza Soares, Elisabete Cristina da Silva, 22 anos, e Maycon de Jesus, 26 anos, continuam negando ter espancado a menina Ythara Lorrane da Silva, embora tenham admitido que a mãe chegou a dar tapas no rosto da menina. Segundo a versão deles, Ythara estava no colo da mãe quando caiu em uma "pedra".
O delegado acompanhou a necrópsia do corpo da menina e, segundo o legista, as características da lesão desmentem os suspeitos. A menina tinha uma fratura grande no crânio, causada na terça-feira, e que era muito severa para uma queda da altura narrada pela mãe. Elisabete disse que Ythara estava brincando normalmente após a suposta queda, e por isso só a levou ao hospital depois quando ela começou a apresentar um sangramento com mau cheiro e um inchamento na cabeça. A criança já chegou sem vida ao Hospital Municipal de Correntina.
Ainda segundo o delegado, também é impossível que a criança tenha tido um comportamento normal na quarta levando em conta o tamanho da lesão que tinha. Além disso, o corpo da menina tinha outros sinais de maus tratos - segundo a mãe, eram de castigos. Ela admitiu que batia na criança com um cipó.
Mesmo negando o crime, os dois foram presos em flagrante. "Eu estou aguardando somente o legista terminar esse laudo mesmo e vou finalizar o inquérito, mas eles já estão à disposição da justiça", diz o delegado Soares.
A menina de 6 anos filha de Maycon, que estava com o casal, já está com a mãe biológica, que ainda esta semana deve levá-la para Aparecida de Goiânia, em Goiás.
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