
Um sobrevivente de Chernobyl, que visita o Japão por ocasião dos 25 anos da catástrofe nuclear ucraniana, prevê tempos difíceis tanto no plano da saúde como nos setores econômico e social para as pessoas que vivem perto da central nuclear de Fukushima.
"O acidente em Fukushima é irmão gêmeo de Chernobyl", afirmou Pavel Vdovichenko, um russo de 59 anos que, em 1986, vivia a 180 km da central de Chernobyl, em Briansk, uma das zonas mais afetadas.
Quando aceitou, há alguns meses, o convite das organizações antinucleares japonesas de visitar o Japão justamente por ocasião do 25o. aniversário de Chernobyl, Vdovichenko jamais imaginou que teria de falar de outro desastre nuclear, dessa vez causado pelo terremoto seguido de tsunami registrado em 11 de março.
"As pessoas (de Chernobyl) tiveram que enfrentar o colapso da economia. As empresas quebraram, a agricultura acabou e não houve mais trabalho", explicou o ex-professor de História, que fundou uma associação de ajuda às vítimas.
Ele enfatizou, no entanto, que o principal problema resultante da tragégia diz respeito à saúde. "Muita gente de Chernobyl teve câncer depois do acidente. A mesma coisa pode acontecer em Fukushima", lamentou.
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