quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Del Nero se irrita com pergunta e diz que não irá se afastar da CBF

Envolvido nas investigações da Operação Dirkheim, da Polícia Federal, o presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo Del Nero, afirmou durante entrevista da Fifa, concedida em São Paulo, que não irá se afastar do cargo de vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para a região Sudeste. Indagado pela equipe da TV Gazeta se não considerava a permanência no cargo como uma saia-justa, Del Nero se irritou com a pergunta e deixou o ambiente que contava com dezenas de jornalistas brasileiros e mais alguns membros da imprensa internacional.

O presidente da FPF, que está nos holofotes desde a última segunda, passou quase despercebido dos eventos oficiais da Fifa realizados durante esta quarta. Com o anúncio do presidente da CBF, José Maria Marin, de que o novo técnico da Seleção Brasileira será divulgado nesta quinta, a situação de Del Nero foi praticamente deixada de lado pelos jornalistas que acompanhavam o evento.

Na entrevista concedida no local onde no sábado se realizará o sorteio dos grupos da Copa das Confederações, Del Nero ficou fora do palco, que contou com a presença de Marin, o secretário geral da Fifa, Jérome Valcke, o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, além dos ex-jogadores Ronaldo e Bebeto, integrantes do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 (COL).

Cometendo uma pequena gafe, o dirigente chegou até a subir no palco. Quando viu que não tinha seu nome entre os integrantes que participariam entrevista, desceu do local. Segundo a assessoria de imprensa do COL, a presença de Del Nero nunca foi prevista entre os entrevistados.

Com relação a investigação da PF, Del Nero não fez nenhum pronunciamento. Na última segunda, o presidente da FPF afirmou que teve problemas com um serviço jurídico contratado, "e que nada tem a ver com minhas atividades de direção na Federação Paulista de Futebol, em qualquer outra entidade desportiva ou mesmo com o exercício da advocacia”. No entanto, a empresa contratada por ele – encontrada na internet – foi investigada pela Operação Durkheim, da PF.

"Diante de tal cenário dispus-me a comparecer, espontânea e imediatamente, à sede da Polícia Federal, onde prestei os esclarecimentos que se faziam necessários", afirmou o dirigente. "Não posso nominar as pessoas envolvidas no episódio em razão do segredo de Justiça decretado naqueles autos, sob pena de cometer violação de sigilo, que constitui delito", acrescentou.

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