Por descumprir notificação
apresentada no dia 28 de maio do ano passado para a realização de obras de
reforma de suas instalações, incluindo áreas de uso comum dos sócios e
visitantes, conjuntos sanitários, bar, cozinha e as três piscinas do parque
aquático, a sede social do Itabuna Esporte Clube foi interditada pela
Vigilância Sanitária do município na manhã desta quinta-feira. Os fiscais
sanitários observaram em nova vistoria que a diretoria do clube deixou de
executar a maioria das condicionantes.
Segundo o coordenador da
Vigilância Sanitária, Antonio Carlos Carvalho, a vistoria nos clubes sociais se
justifica pelo aumento de fluxo de pessoas durante a semana no verão, época em
que a maioria fica exposta a riscos à sua integridade física e à saúde. “A
interdição é medida extrema que só pode ser suspensa depois de sanadas as
irregularidades, comprovadas por novas vistorias e emissão de novo
licenciamento sanitário (alvará), explica.
No caso da sede social do Itabuna
Esporte Clube, o coordenador informa que não foi executado o reparo determinado
na infra-estrutura das dependências internas, a exemplo de conjuntos
sanitários, redes elétrica e hidráulica, mesas de concreto armado, passeios no
entorno e azulejos das piscinas e nem apresentados laudos sobre o tratamento da
água do parque aquático. “Não houve a devida atenção pela diretoria à
notificação”, explicita.
No ano passado, o Ministério
Público do Estado da Bahia solicitou à Prefeitura a fiscalização de clubes
sociais, casas de shows e de espetáculos e templos religiosos. A maioria das
instituições e empresas vistoriadas cumpriu integralmente as medidas
determinadas pela Vigilância Sanitária, a exemplo dos clubes sociais da Associação
dos Funcionários da Ceplac (AFC), Sociedade dos Engenheiros Agrônomos do Cacau
(SEAC) e Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), enquanto outras cumpriram
somente parte das exigências.

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