sexta-feira, 27 de março de 2015

Treinamento prepara bombeiros e policiais para situações de perigo


O espaço onde fica o 10º Grupamento de Bombeiros Militares (GBM), em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), é utilizado pelos militares para treinamentos específicos de enfrentamento de risco e resgate de vítimas em situações adversas. Nesta sexta-feira (27), policiais militares que trabalham em bases comunitárias de Salvador e soldados alunos do Curso de Formação do Corpo de Bombeiros participaram de simulações de incêndio, afogamento, primeiros-socorros e resgate de vítimas. Tudo sob o olhar atento dos comandantes e instrutores que ministraram as aulas.

Cerca de 30 PMs se voluntariaram para fazer o curso de primeiros-socorros e resgates de vítimas no grupamento. No final da manhã, a turma recebeu os cumprimentos do secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, que parabenizou os agentes e comemorou a integração entre as forças. “Apesar da emancipação do Corpo de Bombeiros, o trabalho conjunto continua, até porque, na maioria das vezes, quem faz o primeiro atendimento é o policial militar. Pretendemos que essa iniciativa continue para que outras turmas possam se formar e prestemos um serviço, cada vez melhor, à população”, explicou o secretário.

Além da parte administrativa e operacional, que atende a Simões Filho, Lauro de Freitas, Camaçari e trecho da BR-324 até o município de Candeias, a estrutura funciona como unidade-escola. Também ficam guardados no local os veículos oficiais, de combate a incêndio florestal, ambulâncias, ônibus para transporte da tropa, auto-escada, viaturas para resgate com cães, carro-tanque, viaturas administrativas e os cães treinados para resgate de vítimas e corpos em desastres, como desabamentos, e desaparecidos. 

Formação

O treinamento dos bombeiros dura cerca de nove meses. Eles ficam nos alojamentos do grupamento de segunda a sexta-feira e recebem instruções nas dez salas de aula do local, onde ainda há academia de ginástica, quadra de esportes, tanque de água para técnicas de situações de mergulho e afogamento, e uma torre de 12 metros para descida com rapel. Essa técnica é uma alternativa a situações nas quais a tradicional escada dos bombeiros não consegue atender às solicitações. 

Para o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel José Nilton Nunes Filho, essa turma é especial porque e a primeira a ser formada depois da emancipação dos bombeiros da Polícia Militar, no ano passado. “Aqui eles fazem a parte da formação, as duas primeiras etapas do processo, que são a instrução teórica e prática. Um terceiro módulo complementa a educação de um oficial. Essa parte é realizada na Chapada Diamantina, onde os alunos enfrentam situações reais de perigo e põem à prova o que aprenderam”.

Nesta sexta-feira, as aulas e simulações foram acompanhadas pelas crianças de uma creche de Simões Filho - prática comum no 10º GBM. Para o comandante do grupamento, o tenente-coronel Adison Marchesini, além da formação do profissional, os bombeiros estão preocupados em receber diversas instituições e aproximar o trabalho com os oficiais. “Às crianças, temos o cuidado de passar ensinamentos, principalmente sobre a prevenção de acidentes e outras situações, e [também] alimentar o carinho que elas já têm pelo Corpo de Bombeiros, proporcionando um espaço diferente de aprendizado, através das viaturas, das demonstrações e dos cães que guardamos aqui”. 

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