O Ministério Público (MP) do Estado do Bahia informou nesta quarta-feira que o juiz Antônio Marcos Tomaz Martins, da Vara Criminal do município de Ibotirama, a 648 km de Salvador, aceitou a denúncia e o pedido de prisão preventiva contra Roberto Carlos Magalhães Lopes, padrasto do menino de 2 anos que teve 50 agulhas inseridas no corpo, e sua suposta amante, Angelina Capistana dos Santos. A dupla será julgada por tentativa de homicídio qualificado e, se condenada, pode pegar até 20 anos de prisão.
Na denúncia, a promotora de Justiça Mariana Tejo de Oliveira afirma que os acusados tentaram matar a criança por um motivo fútil e utilizando-se de um meio cruel. De acordo com a denúncia, eles queriam vingar-se da mãe do menino porque ela estava discutindo com o padrasto por sentir ciúmes de Angelina, em virtude de desconfiar da existência de envolvimento amoroso entre os acusados.
Ainda de acordo com a representante do MP da Bahia, o próprio suspeito confessou o crime durante interrogatório realizado na Delegacia de Ibotirama. Ele afirmou que saía para passear com o enteado e o levava para a residência de Angelina para efetivar o ritual de magia negra, introduzindo de três a quatro agulhas no corpo da criança por vez. Segundo o acusado, a namorada ajudava na introdução das agulhas. De acordo com a promotora, Lopes afirmou que a sua intenção era matar o menino para se vingar da mãe da criança e manter um relacionamento amoroso com Angelina.
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