O empresário João Dória Jr, organizador do 10º Fórum Empresarial, afirmou na manhã desta sexta-feira que o Grupo de Líderes Empresariais (Lide), associação da qual é presidente, pede que o setor aeroportuário seja relegado ao setor privado, sob pena de que as reformas em aeroportos para a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíada de 2016, não fiquem prontas a tempo para estes eventos.
Dentre as empresas que compõe o Lide estão Brasil Foods, Coca-Cola Femsa, Cosan, Embraer, Embratel, Fiat, Gerdau, HP, HSBC, Nestlé, Pepsico, Telefônica, Terra e Vivo.
Na semana passada, o Ipea divulgou uma nota técnica com um levantamento dos aeroportos que devem passar por obras para comportar a quantidade de turistas que a Copa do Mundo em 2014 vai atrair para o Brasil. Segundo o estudo do instituto, dez dos 13 aeroportos das cidades-sede que precisam ser reformados não ficarão prontos a tempo da Copa de 2014.
De acordo com o levantamento, as obras nos aeroportos de Manaus (AM), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Guarulhos e Campinas (SP), Salvador (BA) e Cuiabá (MT) ainda estão na fase de elaboração dos projetos e, por isso, só devem ficar prontos daqui a 92 meses, período que corresponde a mais de sete anos e meio. Os terminais de passageiros de Confins (MG) e Porto Alegre (RS) já estão com os projetos prontos e, por isso, terão as obras concluídas mais cedo - ainda assim, não será a tempo para a Copa de 2014. De acordo com o levantamento, as reformas nesses aeroportos deverão levar 80 meses, ou seis anos e meio, para ficarem prontas.
Dos dez aeroportos em situação crítica, o pior deles é o de Natal, no Rio Grande do Norte. Será necessário construir um novo prédio e, de acordo com dados fornecidos pela Infraero, não há previsão para o fim das obras. Segundo o Ipea, não há tempo hábil para terminar as obras de um novo aeroporto a tempo do Mundial.
A declaração de Dória aconteceu durante o 10º Fórum Empresarial, em Comandatuba (BA), que vai até o próximo domingo.
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