sexta-feira, 22 de abril de 2011

Corpo de atirador de escola em Realengo é sepultado no RJ


O corpo de Wellington Menezes de Oliveira, assassino de 12 alunos da escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, foi sepultado às 9h desta sexta-feira, no cemitério São Francisco Xavier, no Caju, zona portuária do Rio.

Wellington deixou uma carta na qual pedia para ser sepultado de acordo com os rituais islâmicos, segundo confirma a União Nacional das Entidades Islâmicas do Brasil. No entanto, a organização deixa claro, em nota, que ele não tinha vínculos com a representação e a religião muçulmana. O atirador pediu também que, se possível, queria ser sepultado ao lado da sua mãe no cemitério Murundu.

Na carta, Wellington pediu ainda para que as pessoas impuras não tocassem seu corpo. "Os impuros não poderão me tocar sem usar luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas", escreveu ele em trecho no qual afirmava que "nenhum impuro podia ter contato direto com um virgem sem sua permissão".

Nas instruções que deixou sobre seu sepultamento, Wellington pediu que sua vestimenta fosse retirada, que ele fosse banhado e depois enrolado em um lençol branco nos mesmos moldes do que é feito em rituais fúnebres do islamismo. De acordo com a entidade islâmica, nesse tipo de ritual, um líder religioso faz orações, lava o corpo, corta e limpa atrás das unhas, e depois a pessoa é enrolada em um lençol branco.

Wellington pediu ainda que "um fiel seguidor de Deus" visitasse sua sepultura pelo menos uma vez. "... preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo o que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida eterna". Jesus, para os islâmicos, é um dos um dos maiores mensageiros de Deus.

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