terça-feira, 24 de maio de 2011

Brossard: "Acobertar Palocci pode ser perigoso para Dilma"


As escassas explicações do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci (PT), podem complicá-lo nos próximos dias, avalia o ex-ministro da Justiça e do Supremo Tribunal Federal (STF), Paulo Brossard. "É estranhável que ele se encoberte de expedientes para que isso (esclarecimento) não aconteça. Há muita gente que pode partir daí e dizer: a recusa significa uma confissão. É um risco que ele corre no curso dos acontecimentos", analisa o jurista.

Brossard acredita que a presidente Dilma Rousseff corre o "perigo" de se tornar "conivente", caso permita que Palocci não esclareça detalhes das consultorias para o setor privado. Segundo revelou a Folha de S.Paulo, o faturamento da empresa do ministro, a Projeto, superou R$ 10 milhões entre novembro e dezembro de 2010, quando ele coordenava a equipe de transição de governo. No ano eleitoral, ele faturou R$20 milhões.

- ...Ou a pessoa procede com absoluta clareza, e quem tiver errado, errou... Ou então acoberta. E aí é muito perigoso. Porque pode se tornar conivente - diz Brossard, a respeito da conduta de Dilma Rousseff durante a crise na Casa Civil.

Ex-ministro da Fazenda do governo Lula, Palocci multiplicou por 20 seu patrimônio, entre 2006 e 2010, e adquiriu um apartamento de R$6,6 milhões em São Paulo. Nesta segunda-feira (23), o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) pediu a renúncia de Palocci. "Cabe ao ministro Antonio Palocci renunciar ao cargo para evitar maiores danos ao governo ou cabe à própria presidente da República justificar a sua fama de gerente intransigente, cortando na carne ao afastar o principal auxiliar", defendeu Vasconcelos, na tribuna.

Nenhum comentário: