
As fotos ainda não divulgadas da morte de Osama bin Laden são "inflamatórias", afirmou nesta terça-feira o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. Ele argumentou que o teor das imagens é muito forte, dando a entender que podem exercer uma força muito forte, razão pela qual o governo dos Estados Unidos ainda não chegou a uma decisão sobre liberar ou não as fotografias feitas na mansão de Bin Laden em Abbottabot. Muitos pedem a divulgação das imagens como prova definitiva da morte de Bin Laden, apesar de um teste de DNA ter confirmado com 99,9% de certeza que o homem morto no domingo era o terrorista saudita.
Na coletiva, concedida em Washington, Carney voltou a comentar que soldados que realizaram o ataque enfrentaram uma "consistente" resistência durante a operação. Explicando a ação das tropas no Paquistão, cuja operação terminou na morte do terrorista, ele igualmente indicou que Bin Laden não estava armado, mas que houve uma forte troca de tiros com as pessoas que se encontravam na mansão. Ele confirmou que a mulher de Bin Laden estava no primeiro andar da mansão, e levou acabou baleada na perna. Para Carney, as tropas fizeram um "extraordinário" ao garantir que muitos saíssem de lá vivos ou somente feridos.
Após um dia de muitas declarações sobre o papel do Paquistão na situação de Bin Laden, Carney admitiu haver "diferenças" entre as condutas políticas do Estado asiático e os Estados Unidos, mas garantiu ser o governo paquistanês um importante aliado dos norte-americanos. "Trata-se de uma relação complicada, mas importante. O Paquistão é um parceiro-chave na luta contra o terrorismo", afirmou. Cerca de dois dias após a morte do terrorista, muito se discute, por um lado, sobre a ação dos EUA sem o aval paquistanês, e, de outro, sobre a suposta falha dos serviços de inteligência de Islamabad em terem permitido Bin Laden permanecer por tanto tempo despercebido no país.
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