
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu nesta quinta-feira a eficácia das medidas tomadas no câmbio pelo governo nos últimos meses, como meio de evitar uma entrada excessiva de capitais internacionais. "Se não tivéssemos tomado as medidas, o dólar poderia estar a R$ 1,40, R$ 1,30", disse o ministro durante apresentação em seminário promovido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) no Rio de Janeiro.
Segundo Mantega, as medidas visam impedir a formação de bolhas no crédito e já permitem que hoje o país tenha um nível "normal" de ingresso de recursos estrangeiros.
O ministro também projetou que o fluxo de capitais para países em desenvolvimento deve continuar nos próximos anos, diante da perspectiva de crescimento econômico maior desses mercados em relação às economias desenvolvidas. "A entrada de capital em emergentes é um problema que veio para ficar", afirmou, durante apresentação em seminário promovido pelo FMI.
Segundo ele, a desigualdade de crescimento entre países emergentes e avançados provoca desequilíbrios nos fluxos de capital. Um das medidas para corrigir isso seria a adoção de câmbio flutuante por todos os países, acrescentou.
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