

Ele é acusado de vender uma ilha de R$ 35 milhões na Baía de Todos os Santos sem o consentimento do proprietário e de imóveis que não eram dele; de promover festas, shows e eventos que nunca aconteceram; de criar construtoras, fábricas e lojas que jamais prestaram qualquer serviço e, por fim, de aplicar um golpe de R$ 1 milhão no cantor Ricardo Chaves.
Quem responde por esses crimes reunidos em 15 inquéritos é o empresário Maurizzio Cersósimo Mattos, 49 anos. Ele foi preso ontem pela manhã junto com a mulher, Cláudia Patrícia Accioly Mattos, 48, e a empregada doméstica, Cláudia Pedrosa, 38, por agentes da Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap).
No momento da prisão, por volta das 6h30, os três estavam na casa do golpista no condomínio de luxo Encontro das Águas, em Lauro de Freitas. Segundo a polícia, ele não reagiu.
A titular da Dececap, Pilly Dantas, conta que ele vai responder por estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e falsificação de documentos e teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Eduardo Afonso Maia Cariccio, da 2ª Vara Crime.
“Com isso ele pode pegar até 30 anos de cadeia, se condenado”, diz. Já a esposa e a empregada tiveram a prisão temporária decretada e estão sendo investigadas por envolvimento nos crimes.
O público alvo para as ações de Maurizzio era o empresariado baiano. Com o dinheiro fruto dos golpes, ele desfrutava, segundo a polícia, ‘do bom e do melhor’. “Ele foi encontrado numa mansão enorme, inclusive. Constatamos carros de luxo e um quadriciclo no local”, relata a delegada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário