segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Caso Yoki: nova testemunha pode mudar rumos da investigação

Um advogado que vive no Paraná pode mudar os rumos da investigação sobre a morte do empresário Marcos Matsunaga. Amigo da auxiliar de enfermagem Elize Matsunaga, acusada de cometer o crime, o homem forneceu novas informações que pode ajudar a polícia a descobrir se existiu uma terceira pessoa que ajudou Elize na morte e esquartejamento do marido. Segundo reportagem publicada no programa Domingo Espetacular, da Rede Record, Giovani Serafini conhece Elize há muito tempo e nega qualquer envolvimento amoroso com a acusada. Ele teria sido a primeira pessoa a saber do crime, segundo as investigações. “Eu liguei, ela disse que não podia falar naquele momento, um minuto depois ela me ligou e aí que ela me contou que o Marcos havia sido morto (...) Aí falei pra ela: 'você se prepare, porque você como esposa do Marcos - e se isso foi um assalto, ou se ele tinha algum inimigo - com certeza a primeira pessoa que a polícia vai procurar é você'”, disse o advogado em depoimento.
 
Quem convocou Giovani a depor foi a defesa de Elize. Segundo o Ministério Público, o motivo era caracterizar Marcos como um marido violento. Giovani falou à polícia que o casamento dos dois estava em crise. Segundo depoimento da testemunha, a auxiliar de enfermagem teria ligado para ele dias antes de a polícia descobrir o corpo de Marcos e esse fato pode qualificar o crime como premeditado. Como a quebra de sigilo telefônico de Elize não apontou nenhuma ligação para Giovani, a polícia acredita que ela tenha usado outro aparelho de telefone no dia do crime, o que pode confirmar a suspeita de que outra pessoa a ajudou a cometer o crime e a fazer o corpo desaparecer. O fato de Giovani ser especialista em indenizações de seguros aumenta a suspeita sobre a morte do empresário. Em caso de separação, Elize ficaria apenas com uma pensão, mas com a morte de Marcos, a filha do casal passaria a ser a herdeira da fortuna da família. Procurada, a defesa de Elize Matsunaga negou o envolvimento de outra pessoa no crime.

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