A implantação de ciclovias beneficiando o deslocamento de maior número de pessoas, o reordenamento do tráfego de veículos em vias de maior fluxo evitando-se cruzamentos perigosos e a adoção das diretrizes da política nacional de mobilidade urbana. Estes foram os principais pontos defendidos por autoridades e palestrantes do I Fórum de Mobilidade Urbana e Qualidade de Vida no auditório da FTC, que se encerra na noite de hoje reunindo engenheiros, urbanistas, advogados, estudantes, técnicos e a comunidade sob a mediação do promotor de Justiça, Clodoaldo da Anunciação.
O secretário de Planejamento e Tecnologia, Wenceslau Augusto Junior, afirmou que a cidade tem graves problemas de mobilidade urbana, principalmente não ter sido planejada e sua expansão não obedecer a critérios de políticas que melhorem o acesso das pessoas, regule fluxo de veículos e estipule áreas para estacionamento. O vice-prefeito, que no evento representou o prefeito Claudevane Leite, disse que os ciclistas integram um grupo de cidadãos invisíveis às políticas públicas, já que em toda a área urbana há menos de dois mil metros de ciclovias apenas na Avenida Princesa Isabel.
vice-prefeito afirmou que o Fórum é espaço adequado às discussões para políticas de inclusão social e mobilidade urbana por reunir especialistas e estudantes dos cursos de engenharia de instituições públicas e privadas, tendo criticado a má qualidade do transporte coletivo que exige soluções. “Creio que pelo grande número de participantes e a diversidade de opiniões e idéias o poder público poderá estabelecer diretrizes para uma cidade melhor de se viver, a partir da elaboração de um plano de desenvolvimento sustentável”, expressou.
Primeiro palestrante da noite de ontem, o juiz de Direito Eros Cavalcanti fez uma reflexão sobre os conflitos no trânsito entre pessoas e a utilização do espaço público, tendo chegado à conclusão de que para a convivência harmoniosa são necessários educação de um lado e repressão de outro para que se cumpram as leis. Abordando o tema “Convivência no Trânsito”, o magistrado afirmou que a maioria das infrações e crimes de trânsito têm relação direta com o estado de espírito do cidadão que em vez de ser condutor faz a opção de ser piloto a exibir egoísmo, orgulho, prepotência em vez de ser fraterno e solidário.
A promotora de Justiça, Hortênsia Pinho, que abordou o tema “Legislação e Obrigações Municipais”, destacou que a discussão sobre as cidades brasileiras ganhou importante instrumento com a vigência da Lei n° 12.587, de 3 de janeiro passado, que instituiu as Diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que considera um marco, por regulamentar os artigos 182 e 183, da Constituição Federal de 1988. Segundo explicou, a adoção da Lei juntamente com o Código Brasileiro de Trânsito e os códigos municipais de Obras e Posturas resultará em políticas públicas inclusivas dos cidadãos, que têm direitos fundamentais em relação às cidades.

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