sábado, 17 de abril de 2010
Dilma minimiza Datafolha e diz que pesquisa é "momento"
As críticas à oposição, o destaque à própria trajetória e às conquistas sociais do governo, além do comprometimento com a geração de emprego e renda marcaram a manifestação da pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, neste sábado no Colégio Rosário, em Porto Alegre, em seu último compromisso público no Rio Grande do Sul, onde ela cumpre roteiro desde a quinta-feira.
Apesar da insistência dos jornalistas, Dilma não quis comentar os números da última pesquisa do Datafolha, publicada neste sábado no jornal Folha de S. Paulo, e na qual ela aparece 10 pontos atrás do pré-candidato do PSDB, José Serra. "Não vou falar sobre isso porque vocês já sabem minha opinião sobre as pesquisas. Elas refletem um momento."
Para um auditório lotado com representantes de movimentos sociais e de centrais sindicais, a ex-ministra, que nos dois dias anteriores havia cumprido agenda com empresários em Porto Alegre e em Caxias do Sul (defendendo a reforma tributária, a desoneração fiscal e a política de crédito como incentivo aos investimentos) lembrou de sua atuação durante a ditadura militar e deu um tom emotivo ao discurso. "Vou repetir para vocês aqui: eu não fujo quando a situação fica difícil.
Mas não estou me referindo à ditadura." Em seguida, Dilma relatou seu depoimento sobre o tema ao Senado, e a ocasião na qual um senador disse que ela teria mentido. "Eu respondi: senador, diante da tortura, quem não mente e entrega os seus?" Foi ovacionada pelo auditório, que passou a entoar: "Dilma guerreira da pátria brasileira."
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