quarta-feira, 20 de abril de 2011

Parceria com o Sebrae busca consolidar fábrica de chocolates finos de Ibicaraí


O apoio político e técnico do Governo do Estado e a reconhecida e elogiada capacidade de consultoria em gestão do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas e Empresas (Sebrae/BA) são os dois novos reforços que 136 pequenos produtores de cacau dos municípios de Ibicaraí, Itapitanga, Coaraci, Floresta Azul, Lomanto Júnior, Almadina, Itajuípe e Ilhéus, no sul da Bahia, ganharam para tocar o projeto da primeira fábrica de chocolates finos do Brasil, gerenciada por agricultores familiares.

A fábrica, inaugurada em dezembro passado, no município de Ibicaraí, e entregue logo depois aos produtores, ainda não funciona em sua capacidade plena. Juntos, governo e Sebrae vão “pôr a mão na massa, ocupar espaços e ajudá-la no desafio de criar um programa de gestão e qualificação de mão de obra que garanta vida longa ao projeto”, explicou o superintendente do Sebrae, Edival Passos, em visita à unidade.

Na sua avaliação, a “fábrica deve ser exemplo para o Brasil. O projeto é uma conquista da agricultura familiar sul-baiana e a intenção, com esta nova parceria, é verticalizar a produção e agregar valor ao cacau. Isso representa um novo momento para a região cacaueira”.

O secretário estadual de Desenvolvimento e Integração Regional, Wilson Brito, disse que o objetivo central da nova parceria é colocar a fábrica de Ibicaraí para funcionar com toda sua capacidade produtiva. “Vamos trabalhar com o Sebrae com o intuito de fortalecer a gestão e a prospecção de mercados durante os próximos seis meses. Só depois vamos operacionalizar outras quatro fábricas, do mesmo porte, que estão previstas para ser montadas no estado”.

Com investimento inicial de R$ 1,5 milhão do Governo da Bahia, por meio da Sedir e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), o projeto foi idealizado para produzir até 450 toneladas/ano de massa ou líquor de cacau, com retorno anual esperado de R$ 18 milhões, quando a fábrica estiver operando em sua plena capacidade.

Segundo o secretário, o projeto vai muito além do que produzir chocolates finos. Ele mexe com toda a cadeia produtiva do cacau. Desde os cooperados, que passaram a produzir um fruto diferenciado, com mais qualidade, até a concepção de que os agricultores familiares podem a mudar realidade econômica da região.

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