"Tem uma carta muito interessante assinada por Thomas
Shannon onde ele festeja com a NSA a espionagem que os Estados Unidos
fizeram no País antes de uma conferência internacional onde foi fechado
um acordo econômico. A espionagem deu ao governo amerciano muita
vantagem para saber as estratégias do Brasil", revelou o jornalista
nesta terça em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores
(CRE) do Senado.
A justificativa do governo americano é que a espionagem
tem o objetivo de prevenir e identificar ações terroristas, mas o
jornalista refuta a hipótese. "Desde o 11 de Setembro a desculpa é que
os americanos fazem tudo pela segurança nacional, mas realidade é o
oposto. Há muitos documentos que não falam em terrorismo ou proteção
nacional, mas falam sobre competição entre empresas, sobre acordos
econômicos, sobre levar vantagem em contratos multilaterais", disse.
Greenwald também desmentiu a justificativa dada por
Thomas Shannon ao governo brasileiro de que os EUA estariam apenas
monitorando "metadados" - como tempo de ligações telefônicas e destino
de e-mails. "O governo americano tem capacidade de invadir e-mails, não
só metadados. Assuntos que estão sendo discutidos no e-mail, no
telefone. Esse programa é mais poderoso, mais assustador sistema que já
tivemos", afirmou.

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