segunda-feira, 2 de maio de 2011

Médicos só atendem serviços de emergência durante paralisação


Os médicos fazem uma paralisação nesta terça-feira (3) protestando por melhores condições de trabalho e por melhores salários. Segundo Francisco Magalhães, vice-presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed), apenas os atendimentos de emergência e de casos de risco de morte serão atendidos.

"Não vamos parar a emergência porque aí seria uma temeridade", assegura Magalhães. Segundo ele, a os médicos do Sindmed e do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado da Bahia (Sindisaúde) farão panfletagem e manifestações no Hospital Geral do Estado (HGE) e no Hospital Roberto Santos.

Em nota, o Sindmed reclama das condições de trabalho. "Faltam médicos nas emergências, faltam leitos hospitalares. Unidades de saúde estão desestruturadas: faltam medicamentos, faltam equipamentos. A saúde básica está precarizada: não tem consultórios médicos, faltam especialistas. A população não sabe para onde ir quando adoece".

GovernoO secretário de saúde, Jorge Solla, comentou que o governo sempre esteve aberto à negociação com a categoria e tem melhorado as condições de trabalho dos médicos, assim como o atendimento à população. Segundo Solla, os salários dos profissionais foram reajustados em 250% em quatro anos da atual gestão. Além disso, Solla ainda destacou que, após dez anos sem novas contratações, o atual governo realizou um concurso em 2008 e já convocou 5.500 novos concursados, além de ter aberto 1.200 novos leitos e inaugurado cinco novos hospitais. Ele admite que a situação ainda não é a ideal e que falta muito a fazer, já que a demanda ainda é maior que a estrutura de atendimento.

O secretário disse acreditar que a iniciativa da greve esteja centrada em membros da diretoria do sindicato da categoria e que não será aplicada pela maioria dos profissionais.

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