A Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados convidou
nesta quarta-feira diretores jurídicos e financeiros da Confederação
Brasileira de Futebol (CBF) e representantes da TAM para depor sobre
denúncia feita pelo jornal Folha de S.Paulo. De acordo com a
reportagem do veículo imprenso, as cotas do patrocínio firmado entre a
companhia aérea e a entidade eram depositadas nas contas de empresas do
Grupo Águia, de propriedade do empresário Wagner Abrahão, amigo do
ex-presidente Ricardo Teixeira.
O contrato entre TAM e CBF tinha um valor de cerca de R$ 7
milhões e foi encerrado no mês de outubro após as denúncias. Abrahão
também será chamado a prestar depoimento. Ministério Público Federal,
Receita Federal e um representante do Ministério do Esporte foram
convidados a participar da sessão.
"É oportuno que os deputados federais conheçam a origem e o total
dos rendimentos da CBF, já que essa entidade recebe isenções fiscais e é
presidida pelo mesmo dirigente que administra o Comitê Organizador
Local da Copa, que recebe recursos públicos vultosos e grandes
incentivos fiscais", disse o ex-jogador Romário, deputado federal pelo
PSB-RJ, que faz parte da comissão.

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