Na noite de quarta-feira, ao chegar no prédio em que morava, no Barbalho, Eduardo se tornou uma vítima do tipo de crime que investigava. Pior: morreu depois que, de acordo com as investigações, reagiu ao assalto e foi baleado.
Dois tiros atingiram a região abdominal, um o tórax e
uma bala acertou sua coxa direita. O delegado chegou a ser levado por
PMs para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde passou por cirurgia para
retirada do baço e um dos rins, mas morreu na manhã de ontem. O corpo
de Eduardo será sepultado hoje, às 9h, no cemitério Jardim da Saudade.
Crime Eram 23 horas quando Eduardo Rafael Lima
voltou da academia de ginástica e abriu o portão da garagem do Edifício
Compostela, na rua Engenheiro João Pimenta Bastos. No seu apartamento, a
mulher e o filho dormiam.
De acordo com vizinhos e a polícia, depois que
entrou na garagem, o delegado foi abordado por dois criminosos que
chegaram a pé. Eduardo teria reagido e tomado o revólver calibre 38 de
um dos bandidos. No embate com os assaltantes, ele acabou sendo
atingido.
Os criminosos fugiram levando o carro do delegado, um Gol branco de placa NZX-8789, além de documentos e duas armas do policial. O veículo foi encontrado na manhã de ontem, na Boca do Rio, com um abará no teto. O carro já passou por perícia.
O delegado geral da Polícia Civil, Hélio Jorge
Paixão, informou que os investigadores trabalham com a hipótese de
latrocínio (roubo seguido de morte), já que os suspeitos fugiram
deixando para trás o delegado vivo.

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