A varejista Lojas Americanas assinou Termo de Ajustamento de Conduta
(TAC) se comprometendo a fiscalizar a regularidade trabalhista de seus
fornecedores. A empresa vai doar R$ 250 mil pela ocorrência de trabalho
análogo à escravidão na sua cadeia produtiva. O acordo foi firmado para
sanar e prevenir irregularidades futuras, informou nesta quarta-feira o
Ministério Público Trabalhista.
No termo, as Lojas Americanas se
comprometem, antes de efetuar pedidos de compra, a verificar se a
empresa contratada é constituída como pessoa jurídica e se os seus
empregados estão devidamente registrados em carteira de trabalho,
mediante vistorias e solicitação de documentos. “A rede não pode pedir
encomendas a empresas que estejam em situação trabalhista irregular”,
destaca o ministério.
Em janeiro de 2013, segundo o ministério,
cinco bolivianos foram flagrados em condições análogas às consideradas
trabalho escravo em uma oficina de costura em Americana (SP), a 132 km
da capital, em uma operação conjunta do MPT e do Ministério do Trabalho e
Emprego. Os trabalhadores costuravam peças de vestuário infantil
diretamente para a empresa HippyChick Moda Infantil Ltda., também de
Americana, por encomenda das Lojas Americanas, sua única cliente.
As
roupas eram postas à venda nos estabelecimentos das Lojas Americanas,
com a etiqueta “Basic+ Kids”. A rede varejista possui o registro da
marca no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) desde
fevereiro de 2006, conforme consta do sítio eletrônico da entidade. A
fiscalização do trabalho encontrou na oficina “peças piloto” (modelo do
vestuário que é reproduzido pelos costureiros) e etiquetas da marca.
Procurada, as Lojas Americanas não comentaram a assinatura do acordo.

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