sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Descoberto ponto cego no prédio dos Matsunaga

O prédio do casal Matsunaga, na Vila Leopoldina, Zona Oeste, tem um ponto cego entre a garagem e a área de serviço do apartamento onde Marcos, executivo da Yoki, foi esquartejado pela mulher Elize. A possibilidade de entrada e saída do edifício sem monitoramento pelas câmeras reforça a suspeita da participação de outra pessoa na execução do crime, afirma o Ministério Público.

Laudo do IML (Instituto Médico Legal) revelou a presença de material genético masculino no apartamento incompatível ao de Marcos e Elize, um indicativo de que outra pessoa esteve no local. A perícia também constatou dois tipos de cortes diferentes no corpo do executivo, um deles com precisão cirúrgica e o outro de alguém sem conhecimento técnico. O resultado desses exames fez com que o Ministério Público exigisse um outro inquérito policial.

A existência do ponto cego no prédio dos Matsunaga foi confirmada pelo síndico  e subsíndico do edífício e reforçada por Luiz Carlos Lózio, funcionário da Yoki e amigo de Marcos, que prestou depoimento anteontem.

Durante a investigação, a polícia sempre descartou a hipótese de Elize ter um comparsa. A prova usada para sustentar essa tese era a imagem das câmeras do elevador que mostram a acusada saindo do prédio sozinha com três malas.

Elize sabia do ponto cego. Ela  chegou a fazer comentários sobre a falha no sistema de monitoramento do edifício a uma testemunha que já prestou depoimento à polícia.

O promotor José Carlos Cosenzo, responsável pela denúncia de Elize, diz que a descoberta abre um leque de possibilidades para coautoria do assassinato. Dez pessoas que tinham acesso ao apartamento serão submetidas a exame de DNA. “Tecnicamente, existe a certeza de uma terceira pessoa no momento do crime”, diz Consenzo.

O DIÁRIO entrou em contato com o advogado da acusada, Luciano Santoro, durante toda a tarde de ontem, sem sucesso. Elize está presa na Penitenciária Feminina de Tremembé, a 135 quilômetros da capital.

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