Ele foi baleado na cabeça e nas costas. De acordo
com o boletim de ocorrência, na tarde de quarta-feira, Magno estava
próximo ao seu carro, um Voyage branco, na frente de sua casa, em
Brotas, quando foi abordado por dois homens que estavam em um Celta
preto.
Rendido, Magno foi colocado no carro da dupla. Um
funcionário do prédio de Magno, que presenciou o sequestro, acionou a
polícia. Ainda não há suspeitos de terem cometido o assassinato, mas o
titular da 22ª Delegacia Territorial (Simões Filho), Adailton Adan, que
investiga o crime, confirma as características de execução.
A companheira de Magno, Milca da Silva Albuquerque,
32 anos, foi ouvida pela delegada Maria Dail Sá Barreto Rodrigues,
titular da 6ª Delegacia Territorial (Brotas), onde o sequestro foi
registrado, mas disse desconhecer a motivação e autoria do crime.
O corpo do supervisor de compras foi localizado
ontem pela manhã e encaminhado para o Instituto Médico-Legal Nina
Rodrigues, onde foi reconhecido por familiares.
Funcionários que trabalhavam com ele no Hospital
Aristides Maltez não quiseram dar entrevista sobre a morte do colega.
Uma fonte do hospital contou que o supervisor trabalhava no local há
mais de 10 anos. Procurado, o Hospital Aristides Maltez informou não
ter conhecimento do caso e que não comentaria o assunto. A família de
Magno também não quis se pronunciar sobre o crime.
Uma fonte ligada à família, no entanto, afirmou que
não havia qualquer informação entre os parentes sobre ameaças em relação
à vida de Magno, que na quarta-feira, manteve a mesma rotina dos outros
dias da semana: chegou no prédio, depois do trabalho, por volta das
16h, subiu para seu apartamento, trocou de roupa e desceu para sair
novamente, mas desta vez a pé pelo bairro.
O corpo do supervisor de compras deve ser sepultado
no cemitério Campo Santo, no fim da manhã ou início da tarde de hoje. O
caso é investigado pela 22ª DT, 6ª DT e Departamento de Homicídios e
Proteção à Pessoa (DHPP).

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