segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Não queremos polícia que mata mais que guerra, diz aluna da Unicamp

Os estudantes da Universidade de Campinas (Unicamp) não querem a Polícia Militar dentro do campus da instituição por considerar que o próprio trabalho da PM é violento. Esse é o consenso dos alunos que participaram de assembleia na tarde desta segunda-feira, após votar pela continuidade da ocupação da reitoria, iniciada na última quinta-feira.

"A Policia Militar matou mais que a Guerra do Iraque", afirmou a estudante de letras e diretora do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Mariana Toledo. Depois de terminada a reunião em uma praça ao lado reitoria, ela falou com jornalistas e disse que os alunos da universidade não consideram viável a entrada de uma polícia responsáveis por mais mortes do que em guerrar.

De acordo com Mariana, o batalhão militar é truculento e irá acirrar ainda mais a violência.  A diretora do DCE argumentou que o ideal seria a implementação de uma guarda preventiva dentro da universidade, com seguranças concursados e um serviço, por exemplo, de escolta noturna.



"Não somos contra a polícia, e sim do sistema da Polícia Militar, veja os fatos contra os professores, nas favelas contra pobres e negros, contra manifestações de direito nas ruas", falou. "Esses dias vimos aqui na universidade carros com policiais levando cães ferozes e arma pesada como fuzil", emendou.

A estudante falou também que a ocupação da reitoria é legítima e veio reforçar a ideia de que a universidade pertence a todos. Quanto à decisão judicial de reintegração de posse, ela acredita que é histórico o fato de as instituições lançarem mão "desta alternativa sumariamente violenta a ser cumprida pela Polícia Militar".

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