A mulher que acusou vários jogadores do Vitória de tê-la estuprado em um hotel de Curitiba será
investigada por possível falsa denúncia, informou a Polícia Civil do
Paraná. A denunciante, 44 anos, se tornou alvo de inquérito depois que
os investigadores do caso concluíram que não há indícios de que os
jogadores tivessem participado do suposto estupro coletivo, segundo um
comunicado da polícia.
"Prosseguiremos a investigação para estabelecer se houve
má fé da denunciante. Caso a suspeita seja confirmada, ela poderá ser
acusada de falsa comunicação de crime", afirmou a delegada Márcia Vieira
Marcondes. "Mas caso se comprove que havia uma tentativa de obter
vantagem com a denúncia, ela poderá responder por extorsão",
acrescentou.
A suposta vítima denunciou ter sido estuprada em 30 de
setembro, no hotel onde estava hospedada a delegação do Vitória para o
duelo contra o Atlético-PR pelo Campeonato Brasileiro. A mulher deu
versões contraditórias às autoridades e declarou que foi forçada por
dois, três e até quatro jogadores.
Segundo a delegada, a mulher admitiu em seu primeiro
testemunho estar bastante confusa e que, quando a suposta vítima
retornou à delegacia para um segundo depoimento, se absteve de entrar
com um processo penal contra os jogadores. "Ela afirmou que isso
afetaria sua vida profissional porque trabalha como gestora de futebol",
afirmou.
Márcia acrescentou que as alegações da mulher não
coincidiram com as das testemunhas e não puderam ser verificadas com
provas. "Nada disso (os supostos abusos) foi comprovado nos exames
realizados pelo Instituto Médico Legal (IML). Também não foi comprovado
que houve algum tipo de violência física", explicou.
Segundo as testemunhas, a suposta vítima e uma jovem de
22 anos aceitaram acompanhar até o hotel um grupo de jogadores do
Vitória que conheceram em uma boate e com quem consumiram altas
quantidades de bebida alcoólica.

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