As promotorias de Defesa do Consumidor, de Defesa dos Direitos Humanos e
do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público
do Acre, ajuizaram ação que propõe, entre outros pontos, o
ressarcimento dos divulgadores da Telexfree (Ympactus Comercial LTDA),
impedida pela Justiça de ingressar novos investidores.
De acordo com o promotor de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos,
Marco Aurélio Ribeiro, a empresa terá que apresentar a relação de todos
os divulgadores cadastrados e valores investidos por eles. "Nós pedimos
que sejam ressarcidos os divulgadores nos valores que eles ingressaram.
E se houver saldo residual apurado, que eles sejam revertidos em prol
de pagar as bonificações que foram prometidas pela empresa", explica.
Além disso, o MP pede a declaração
de que as atividades da Telexfree são ilícitas para que ela seja
dissolvida. "Pedimos a confirmação das decisões que foram dadas na Ação Cautelar,
a declaração de nulidade de todos os contratos celebrados entre a
empresa e os divulgadores. Eles foram celebrados dentro de um objeto
ilícito e já que é ilícito o contrato é nulo", afirmou Aurélio.
A ação ajuizada pede ainda a condenação da empresa por danos morais
coletivos, a responsabilização dos sócios por prática de atos ilícitos e
pagamento de multa de no mínimo R$ 8 milhões. "Pedimos também que tanto
a empresa quanto os sócios se abstenham a praticar qualquer ato dessa
natureza futuramente sob pena de multa", concluiu o promotor.

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