terça-feira, 8 de outubro de 2013

Em reunião por boicote, São Paulo parte ao ataque e fica contra parede

Realizada na sede da Federação Paulista no início da noite de segunda-feira, a reunião para tentar colocar fim ao boicote contra o São Paulo nas categorias de base teve alguns momentos quentes. Acompanhado do diretor Marcos Tadeu, José Geraldo de Oliveira, gerente da base são-paulina, partiu para o ataque. Conhecido pelo seu perfil extremamente fiel a Juvenal Juvêncio e verdadeiro pivô da polêmica, Geraldo havia separado um dossiê sobre supostos outros casos de aliciamento. 
Do outro lado da mesa, estavam Marco Polo Del Nero, presidente da FPF, e dirigentes do Corinthians, da Ponte Preta, do Vitória e do Atlético-MG. Geraldo tentou atingir os ponte-pretanos – do qual saíram quatro jogadores para a base do São Paulo – com a informação de que o Mogi Mirim reclama a baixa de alguns jovens. Ouviu, do presidente da Ponte Preta, Márcio Della Volpe, que os negócios foram feitos em parceria. Também tentou, sem grande sucesso, atingir Vitória e Corinthians. 
“A verdade é que o São Paulo foi com uma metralhadora para rebater. Como justificando: fazemos e vocês fazem também”, disse Domingos Neto, dirigente da base do Corinthians. “Eles citaram o Léo Jabá (98), que hoje é destaque no nosso Sub-15. Esse jogador foi dispensado pelo São Paulo. Eu tenho o documento assinado, o atestado liberatório. E eles tentaram contratá-lo novamente esse ano. Citaram até o Lucas Evangelista (95), que foi perdido para o Desportivo Brasil há vários anos”, acrescentou. 
A Ponte Preta, protagonista na discussão e cujo presidente é aliado de Marco Polo Del Nero, ameaçou roer a corda. Pediu que o imbróglio por Lucão (97), goleiro transferido de maneira unilateral para o São Paulo, fosse retirado da discussão. O acordo foi feito antes da reunião entre Del Nero e o próprio Della Volpe, mas não esfriou o boicote que não para de crescer. Santos, Corinthians e Portuguesa definitivamente acenaram no sentido de que vão se juntar ao grupo se necessário. A Ponte, nos bastidores, ameaça até ir ao interior paulista coletar mais equipes dissidentes à Copinha. E não é só…
Uma das possibilidades ventiladas na segunda-feira é de ampliar o boicote além da próxima Copa São Paulo e incluir ainda a Copa do Brasil Sub-17 e a Copa do Brasil Sub-20 nas discussões. Tudo com um objetivo muito claro: fazer o São Paulo se juntar ao grupo de 39 clubes que se compromete a não realizar transferências unilaterais. “Ou o São Paulo recua ou continua tudo como está. Todos os presidentes assinaram e nós queremos a assinatura do Juvenal Juvêncio”, disse um dos líderes do movimento.
Curiosamente, no último dia 3, o São Paulo emitiu nota oficial com insinuações contra os membros do boicote. “Alguns dos seus representantes (estão) no bojo de eventuais ligações promíscuas com empresários de futebol, que visam não necessariamente o benefício de sua instituição, mas a auferição de lucros indevidos”. A nota completa está aqui.

Nenhum comentário: