Os 12 torcedores do Corinthians presos na Bolívia desde o
dia 20 de fevereiro vivem a expectativa de ganhar liberdade. Segundo
informou o clube paulista nesta quinta-feira, sete serão soltos da
penitenciária San Pedro, em Oruro. De acordo com uma organizada do time,
o grupo tem um acordo para permanecer em território boliviano até que
todos os 12 sejam soltos pelas autoridades bolivianas.
Os alvinegros estão detidos sob a acusação de
participação na morte de Kevin Douglas Beltrán Espada, de 14 anos. O
garoto foi atingido por um sinalizador na partida entre o San José e o
Corinthians, pela fase de grupos da Copa Libertadores. O disparo,
apontam os indícios, teria partido da torcida visitante.
A prisão se tornou uma questão diplomática, com
tentativas de ministros brasileiros de intervir. Em Guarulhos, um menor
chegou a assumir a autoria do disparo, confissão inicialmente ignorada
pelas autoridades da Bolívia. A própria família de Kevin se envolveu no
assunto.
De acordo com reportagem da revista Istoé, o
advogado da família pediu US$ 220 mil para o Corinthians para produzir
um novo testemunho, que apontaria na torcida do San José a origem do
disparo. Já se passaram quatro meses de muita discussão entre advogados e
nenhum julgamento marcado.

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